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30 de agosto de 2010
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Depois com o tempo descobri que o problema era o café. Porque café não tem nada a ver com o amor. Café desce rasgando e te deixa ligado. Amor não. Amor é tipo leite. Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido. E longa vida tem conservante. Uma mentira embalada. Só parece seguro porque está numa caixinha. Depois abre igual a qualquer outro. Não sei como chorei por aquela ridícula da escola. Ela era horrível. Amor é tipo isso, derivado de leite com embalagem bonita na geladeira do mercado. Você quer muito, as vezes fica doente de vontade, mas depois que bebe vê que nem foi tudo aquilo. E sem as embalagens, no fundo, danone, queijo, manteiga... é tudo a mesma merda. Fica lá em você boiando até sumir. Teu corpo absorve o bom. E o ruim vai embora.
27 de julho de 2010
Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria - o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo. Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado - eles tavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acabam então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que uma dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade. [...] Ao final de um dia, a fé se torna uma coisa engraçada. Ela aparece quando você menos espera. É como se, um dia qualquer, você percebesse que o conto de fadas é um pouco diferente do seu sonho. O castelo pode não ser bem um castelo. E que não é tão importante ter um "felizes para sempre" e sim um "felizes nesse exato momento". E, uma vez ou outra, as pessoas podem até de deixar sem fôlego.
#Grey's Anatomy
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