Menu

Mostrando postagens com marcador histórias inventadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador histórias inventadas. Mostrar todas as postagens

20 de novembro de 2011

Dracaena




Dracaena.
“A cidade que havia abrigado meus pais alguns anos antes não poderia ter sido destruída de uma hora para outra. Tem que haver alguma explicação para tal acontecimento. Mas, qual seria?”
As casas estavam abandonadas. Não havia nenhum sinal de vida por todos os lados que Mabilli olhava. Nenhum animal voando pelo céu cinzento. Nenhum ser rastejante, pelo concreto revirado e pelo asfalto frio como o gelo. Tudo parecia um deserto as avessas.
Os carros permaneciam no lugar em que seus donos os haviam deixado.
Nem sempre Dracaena havia sido assim, morta. Há um tempo remoto, a cidade abrigava os mais belos habitantes da Europa. Havia flores por todo lado. Coloridas. O amor estava a cada quilometro quadrado.
“O mais incrível é? Para onde todos teriam fugido? Não há sinal de corpos, vivos ou mortos.”
Pois não deixava de ser verdade essa sua observação. O que ela descobriria dentro de instantes era que a maioria dos seres humanos havia sido extintos. E ela nunca acharia seus corpos, porque eles estariam vagando pela cidade. Você pode também chamá-los de zumbis. A palavra zumbi deriva provavelmente do africano “nzambi”, que significam “dividade” ou “espírito ancestral”.
Mas voltemos ao assunto. O restante dos humanos dali teria conseguido fugir e se esconderam em lugares antes nunca habitáveis. Mas ninguém de outras regiões sabia ao certo onde ficava esse lugar. Eram apenas hipóteses também, pois nunca alguém havia comprovado de que essas informações eram, de fato, reais.
Mabilli havia saído de férias fazia cerca de quatro meses, e só retornava a sua cidade natal em meados de novembro. Fazia frio e muitos meios de comunicação haviam sido cortados pelo mau tempo. Infelizmente ela não teve como saber o que havia ocorrido ali.
Ao longe, o som de uma marcha corria ate os ouvidos dela. Uma marcha lenta, que era acompanhada de gemidos e gritos de horror. Era chegada do ato final. No meio de um bando de pessoas mortas-vivas, um sobrevivente era trazido em cima de o que parecia ser uma mesa.
Seus olhos tentavam reconhecer aquele homem.
“Alexander? Não poderia ser ele. Será?”
Muitos anos mais tarde ela diria em uma entrevista a um jornal: “O destino dele dependia de mim naquele momento.”  Não digo que ela estivesse errada, mas se não fossem os outros, ela nunca teria tido chance de salvá-lo.
O cortejo prosseguia e nenhum dos zumbis havia notado sua presença. Até que ... 




Boa noite pessoas lindas do meu blog. Venho com o primeiro capítulo de Dracaena. Não sei se haverá continuação, pois isso dependerá muito de minha criatividade, tempo e imaginação fértil. Mas vamos lá, não é mesmo? Ah, já ia me esquecendo. O trecho "O destino dele dependia de mim naquele momento" é a pauta da 93ª edição Conto/história, que faz parte do Projeto Bloínquês. Até a próxima queridos. E uma maravilhosa semana.

15 de novembro de 2011

El misterioso puente


Por este puente cruzan diversas personas. Algunas con prisa, que no llegan a admirar la belleza que él tiene en los días soleados y en los nublados, en que sólo algunos rayos de sol atraviesan la espesa barrera que cubre de gris toda su majestuosa extensión.
Compuesto por resistentes placas de acero, gruesos cables dan su sostenimiento necesario. Las lámparas y la forma en que son dispuestas crean una atmósfera romántica.
Caminar por allí, a fin de tarde, para los enamorados, es una escena digna del cine. Para los más desesperados, la escena del crimen perfecto.


Texto escrito especialmente para um trabalho da faculdade, da matéria Produção Textual - Língua Espanhola.

13 de outubro de 2011

The end is coming ...


São Paulo, treze de outubro de dois mil e onze.

Olá você que me deixou. Me deixou esperando. Esperando talvez um novo começo ao teu lado.
Mas fiquei ali, perdido na escuridão. Na escuridão dos olhos dele, junto a ti.
A mesma escuridão que meus olhos hão de ver dentro de instantes. Hão de ver no fundo do mar.
Naquele mesmo mar em que tudo começou.


Atenciosamente,

                              seu sempre ex-amor.

7 de abril de 2011

The angel from my nightmare - cap. I

Capítulo 1 - O começo inicia o desarrolho 


      Creio que apenas uma breve apresentação de meu nome não faça efeito para que você possa conhecer e entender o porque da história ter sido escrita, e ainda mais profundo: porque ela teria sido escrita por mim?
      Como já disse no Prefácio, meu nome de batismo é Clarice. Poderia ser um heterônimo, como variados autores já fizeram e faziam até então. Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis. Diferentes nomes para designar  a mesma pessoa - que por sinal era maravilhosa - , que é Fernando Pessoa. Mas quer saber? Nunca fui de me esconder e não vai ser agora que o farei.
      Aposto que você está curiosíssimo para saber qual minha ligação com o tal "anjo de meu pesadelo". Espere. Tenha calma. Siga o velho ditado. "A pressa é inimiga da perfeição". Sabe, essa é uma característica minha - quando digo isto, tome como um defeito - , ser perfeccionista às vezes é uma dádiva dos deuses. O que a faz ser algo odiado pelas pessoas é o seu mal uso. Mas também não estou aqui para julgar o livro arbítrio de ninguém.
      Voltando à história de minha vida. Creio que também estejas louco para saber minha idade  quando a história aconteceu - isso é, se já não tiveres cometido suicídio pela omissão deste fato - , mas isto sim é algo que deverá ficar oculto. Talvez, em alguma parte deste livro, acabe soltando demais a tinta no papel e escreva demais ( o que será quase impossível de acontecer. Lembra-se de que sou perfeccionista? Esta com certeza será uma boa hora para demonstrar-lhe que estava sendo verdadeira e sincera).
      Acho que para um primeiro capítulo, falei coisas até demais. Espero realmente que estejas emputecido comigo, pois ainda não adentrei ao assunto que querias. Aposto que estás falando ( ou pensando ):


      - Puta merda, Clarice. Me deixa curioso(a) mesmo!


      Sabe, é por isso que escrevo. Para prender sua atenção somente para mim.
      Até breve,
                              Clarice.




página 2

E aleluia saiu o primeiro capítulo do conto. SHUAHSHAUSHUAH. Desculpem-me se ficou um lixo, pois estava tentando escrevê-lo e prestar atenção na aula super gostosa de Sintaxe Espanhola. Enfim, espero que gostem. :) Obrigada pelo carinho. 



2 de abril de 2011

The angel from my nightmare

Prefácio                                                                                  

      Olá. Não sei seu nome, etnia, sexo, ou orientação sexual. Não sei também sua cor, sua descendência, seu signo, sua religião. E isso pouco importa daqui por adiante.
      Apenas sei que de alguma forma, talvez o título ou a capa o tornaram capaz de você abrir este singelo livro e começar a lê-lo. Como todo bom leitor, ele se atém desde a contra capa, até as últimas palavras. Espero que você seja um destes. Mas se não o for, quem sairá perdendo será você.Bom, depois desta breve intimação à leitura deste pequeno prefácio, venho me apresentar.
      Chamam-me de Clarice. Não a Clarice Lispector, claro. Não tenho um terço da imaginação e da desenvoltura que esta tem. A invejo neste ponto. Enfim. Estou aqui para lhes contar um fato ocorrido em 1980. Não. Não é sobre o sucesso que as bandas - como o U2, Guns N' Roses, Iron Maden - faziam. Aposto também que você acabou de procurar os fatos mais importantes da década de 80 para saber se estava falando a verdade. Pois bem, concluindo antes que este prefácio se estenda mais do que o necessário. Vim contar a história de um amigo. Como o próprio livro diz, o anjo de meu pesadelo. Mas deixo mais detalhes para o primeiro capítulo. 
       Você vem nessa comigo, ou vai ficar parado aqui?


página 1

Pois é gente. Mais uma história, dividida em 15154435151531 capítulos. Hahaha. Espero que não fique cansativo como foi da última vez. Como já deu para perceber, essa é um pouco diferente. É uma narrativa em terceira pessoa, cujo autor é  Homodiegético , cujo significado é: narrador que participa como personagem secundário. Espero de verdade que vocês gostem do enredo. E prometo postar sempre que meu trabalho e a faculdade permitirem. Obrigada pelo carinho e vejo vocês no 1º Capítulo.