" Viverei, sim, este amor único,
sem necessidade de canalizar,
herdando este tempo lúdico
de fantasiar e somente suspirar ... "
E foi assim que Isabella pôde perceber que o que ela sentia por Diego tinha nome. Amor Platônico. Nome bonito perto das crises de ciúmes e da distância, esta que insistia em ficar entre os dois. O fato de ela ter 16 anos também não ajudava muito. Já havia decidido. Juntaria todo o dinheiro possível, e assim que fizesse seus 18, partiria em busca de seu amor verdadeiro, aonde quer que ele estivesse. Nem que fosse para passar umas poucas horas ao lado dele.
Isabella era do tipo de adolescente que sonhava todos os dias com príncipes encantados, com o seu amor verdadeiro. Passava boa parte de seu dia entretida com os amigos no msn. Foi em um dia de chuva que ela conheceu Diego. 21 anos, carinhoso. Aquela cara de cafajeste embutido atrás dos belos olhos verdes, do cabelo bagunçado, daquele sorriso que poderia levar qualquer mulher ao delírio só de admirá-lo. Era o homem que se encaixava perfeitamente em seu modelo de príncipe perfeito. Talvez seus pais tivessem um colapso quando o vissem, mas Isa nem ligava. Apenas o amor dos dois bastaria.
Passados alguns meses desde o dia em que se conheceram, Isabella pôde conhecer Diego de formas que ela jamais conhecera alguém. Já conhecia todos os seus defeitos, todas as suas qualidades, sem ao menos tê-lo tocado, tê-lo sentido. Começou a desconfiar de alguns recados no Orkut e também de algumas frases de subnick de msn. Até o dia em que ele coloca em seu Orkut o nome daquela garota que o perseguia durante esses tempos. Logo em seguida, o mais temido por ela:
Onde está o amor que ele sentia por Isabella?
- Era apenas um amor platônico meu bem. NUNCA iria se concretizar. Eu vou seguir a minha vida muito bem acompanhado. E você? Você que siga sozinha.

