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10 de março de 2011

Betrayal, revenge.

Prólogo

Depois com o tempo descobri que o problema era o café. 
Porque café não tem nada a ver com amor.
Café desce rasgando e te deixa ligado. Amor não. 
Amor é tipo leite. 
Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido. 
E longa vida tem conservante.
Uma mentira embalada.
Só parece seguro porque está em uma caixinha.
Depois que abre é igual a qualquer outro.
(Os Funerais do Coelho Branco - Nene Altro)






Início


Olhei-o e seus olhos estavam escuros, quase negros de desejo. Por certo tempo tive medo destes olhos. Procurei em vão não os encarar. Como sempre, ele era mais rápido que eu. Enquanto olhava para os lados em busca de algo que pudesse me distrair, ele chegava mais perto. Cada vez que olhava de relance, ele estava mais próximo. Uma onda de calor, de desejo, de medo me cercava. Até que aconteceu.
Seus braços passaram levemente por minha cintura. Não. Isso não poderia estar acontecendo. Como eu poderia me deixar levar? Uma traição estava prestes à acontecer. Não. Eu tinha pouco tempo para tomar a decisão certa. Não poderia de jeito nenhum ajuda-lo a trair sua namorada. Ela não merecia isso. 
Ou merecia?
Pensando bem, ela merecia sim. Foi ela quem robou meu ex, e quando o teve nas mãos, o descartou. Foi ela quem havia me humilhado milhões de vezes quando era mais nova, gorda e feia. E agora, quem diria. O mundo girou. Talvez rápido demais para que pudesse me acostumar. Mas girou. Girou, a fila andou, a catraca rodou. E quem iria rodar dessa vez seria ela. Estava decidida. Não deixaria esta oportunidade passar em branco.
Resolvi me deixar levar. Olhei para seus olhos negros e ardentes de paixão. É fato que se ele pudesse, me consumiria ali mesmo. Como a mais refinada e pura droga. Toda minha vida eu fui boa, mas agora que saber? Que se dane. Puxei seu corpo para ainda mais perto do meu. Sua boca começava a percorrer meu pescoço. Sua respiração quente e ofegante por baixo da minha. Seus lábios doces como baunilha. Seu hálito parecia-se com o favo da jati. Os meus encontraram com os dele e assim se iniciou o beijo. Suave, puro, com um toque de tesão arrebatador. Não queríamos mais parar. Mas tivemos que fazê-lo.
Um grito agudo, como o de um animal agonizando sua morte. Era ela. Aquela que me fez chorar noites e noites após suas humilhações. Mas hoje foi o dia de minha vitória. Quem havia sido humilhada era ela. Enquanto ela chorava e tentava brigar com ele, eu saia vencedora, sorridente.
Parabéns à mim. Consegui saborear a doce vingança.






Fim

Texto escrito apenas para inspiração da Edição Gênero - Situação, do Projeto Créativité. Para saber mais sobre o Projeto, só deixar um comentário. Participe você também. Obrigada pelo carinho de todos. Pamela.


31 de dezembro de 2010

Cuidado, leitor, ao voltar esta página!

"Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. [...]
Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas páginas, destinadas a não serem lidas. Deus me perdoe! assim é tudo! ... até prefácios!"


Álvares de Azevedo

31 de Dezembro de 2010. 

Último dia do ano. Hora de sentar, jogar as cartas na mesa e descobrir o futuro. Hora de fazer seus pedidos à Iemanjá, e a quem mais tu acredites. Também é hora de colocar na balança todos os feitos, todas as ações, todas as conquistas, e também as derrotas. Todos os amores platônicos, os beijos roubados numa noite fria de inverno, os "foras", dados e recebidos. As aulas vagas, as cabuladas. As amizades verdadeiras. Tudo o que aconteceu na tua vida neste ano faz uma enorme diferença para o ano que virá.
E só para constar, uma pequena lista do que aconteceu ao longo desses 12 meses na minha vida: 

- Janeiro: 2ª Fase da Fuvest e mais uma decepção. Último mês com ele. Amores platônicos: 1; Ilusões: 0.
- Fevereiro: Prova na FMU, matrícula e brigas. Carnaval, "Eu estou com outra". Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
- Março: Começam de vez as aulas da facul e eu tava amando. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Abril: Trabalhos + trabalhos. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Maio: Trabalhos e revisões para as provas. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Junho: Provas D:, exame e vexame. rs. Dia 2 foi o 1º dia como professora de espanhol do Ensino Fundamental I. *-*. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Julho: Férias (de tudo). E os melhores roles culturais. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Agosto: Volta às aulas. Amores platônicos: 2; Ilusões: 2.
- Setembro: Nada de importante. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Outubro: Nada de importante ². Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
- Novembro: Preparação para as provas e brigas na aula de Psicologia. Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
-Dezembro: Provas ², exame ² e vexame ². Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.


Meu ano foi um tédio total como deu pra ver. Contabilizando: 


- Cerca de: 14 provas; 6 amores platônicos, 6 dias diferentes, 6 beijos provados, 6 beijos roubados, 6 carinhos compartilhados e 6 foras levados rs; 2 amizades verdadeiras consolidadas e outras 2  que surgiram.


Foi um ano normal. Mas melhor que todos os outros. E de certo, INESQUECÍVEL.


Beijos e até o ano que vem!




Ps: confiram as novidades que estão por vir aqui Novidades 2011

9 de novembro de 2010

Não vejo porque te escutar




O erro é ter medo de errar, quem é você pra me dizer onde devo pisar.