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5 de junho de 2011

Falta.


Você sabe o que é passar noites em claro porque não tem mais com quem desabafar, depois de um dia de trabalho, de luta?
Você sabe o que é precisar de um ombro, alguém que te ouça por míseros minutos, que te chame de imbecil, que diga depois que tudo vai passar?
Você sabe o que é passar noites em claro chorando, com a garganta presa por tantas coisas que queria falar?
Não.
Você não sabe.
Pois pra você foi fácil me tirar da sua vida.

{Pamela Moreno Santiago}

21 de abril de 2011

Sunshine,


E se eu não conseguir te esquecer?
Vou queimar seu nome em minha garganta,
Eu vou ser o fogo que vai te pegar.
O que há de tão bom em juntar os pedaços?
Nenhuma das cores vai iluminar mais nesse buraco.

Só passei para esclarecer meu desaparecimento repentino. Estou muito, mas muito mesmo sem tempo de postar a continuação do conto. Por isso resolvi abrir mão dele até as férias de julho, quando finalmente terei tempo o suficiente de escrevê-lo bem. Postarei alguns textos mais curtos conforme conseguir escrevê-los. Desculpas e obrigada pelo carinho de todos.

3 de março de 2011

Where do you draw the line?

 Apanhou um pedaço de papel e escreveu rapidamente o nome e o telefone daquele homem com quem estava conversando. Mal se conheciam e algo nele havia despertado repentinamente o interesse de Isabela. Talvez fossem as tatuagens pelo corpo - algo que sempre a atraia -, talvez pelos piercings e pelo alargador, talvez fosse pelo fato dele fumar. E foi a partir de um cigarro que a conversa começou.
 Sabe aquele dia em que nada dá certo e você tem vontade de pular da próxima ponte que encontrar? Pois é. Era assim que Isabela se sentia. Andava por uma rua, pensando em tudo o que havia acontecido durante a manhã, quando encontra um rapaz, muito bonito por sinal, sentado em cima de seu skate e tentando acender um cigarro. Ela se lembrou de que havia prometido para seus pais que pararia de fumar. E daria certo, se naquele momento ela não estivesse a ponto de explodir. Não pensou duas vezes. Parou ao lado do rapaz.
 - Você tem um cigarro sobrando? Tive um dia daqueles e preciso de um para aliviar a pressão.
 Ele não falou nada. Somente colocou as mãos no bolso, puxou o maço e lhe entregou um. Passou o isqueiro. Ela acendeu o cigarro com pressa. 
 Como ele não havia trocado uma palavra sequer com ela, pegou o cigarro e saiu dando suas tragadas lentas, puxando o máximo da fumaça para si. Até que ele resolve dizer algumas palavras.
 - Me encontre depois das linhas do trem. Às seis horas da tarde.
 Não havia entendido direito. Por isso voltou e pediu seu nome e telefone. Ele lhe passou rapidamente, quase atropelando as palavras. Avisou-lhe que ligaria antes para dar-lhe a resposta. Ele somente levantou e saiu andando, a deixando no vácuo novamente.
 Foi para casa. O resto da tarde ocorreu normalmente. O mesmo tédio de sempre. Até que olha no relógio antigo na sala e vê que já são cinco horas . Resolve ligar. Ele atende e diz um alô seco. O medo por dentro a dizia para não ir. Mas a vontade de saber o que ele queria era maior. Disse que iria e desligou, sem ao menos esperar ele responder. 
 Se arrumou. Começava a fazer frio. Partiu até as linhas do trem, e lá estava ele lhe esperando.
 - Eu nunca pensei que estaria nessa distância. Se divirta um pouco e nunca mude, não por ninguém. Eu vendi minha alma para a estrada aberta. - disse quase gritando. 
 Dei um pulo para trás quando vi que um trem se aproximava. Mas ele não fez o mesmo. 

Desculpem-me pela falta de criatividade que me assola, e pelos finais trágicos que ando criando. Só isso ronda minha cabeça ultimamente. E não. Eu não fumo, mesmo colocando sempre em minhas histórias e contos alguém que o faça. Obrigada pelo carinho de vocês *--*. 

26 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte IX- FINAL)

     Haha. Dessa vez não aconteceu nada, leitor. Fiz isso só para atiçar você. Não me julgue de ruim, malvado, ou qualquer outro sinônimo. Preciso dar este pequeno incentivo para que continues lendo-me.
     Ficamos nos beijando. O calor aumentando. As roupas ficando apertadas. Enquanto fazíamos amor, um som vindo de longe dizia "Eu te dei tudo o que eu tinha". E é verdade. Eu havia dado o melhor de mim para Mariana. Meu mais puro amor. Meu mais sincero carinho. Meu mais humilde sorriso. Tudo era para ela. E por ela também.
     Seguimos assim nossas vidas. 
     Até hoje. Dia em que ela foi embora. Tive uma recaída na noite de ontem. Conheci uma loira que mexeu com meus sentidos. Sei que fui burro, galinha, insensível. Não podia ao menos imaginar que ela iria até lá, para tentar reatar nosso namoro depois de uma briguinha boba. A bebida subiu rápido para a cabeça. E aqui estou. Escrevendo este conto, baseado em uma parte da minha vida da qual eu nunca esquecerei. 
     Há uma única saída para tudo isso. Para nunca mais fazê-la sofrer. E espero que você, caro amigo leitor, não me julgue, nem ao menos me chame de idiota. Realmente, é a única opção que tenho agora.
     Em minhas mãos, um copo de vinho. O último que tomarei. 
     Adeus , minha Mariana.


Desculpem a falta de criatividade para o fim. Mas sinceramente, tava foda - desculpem o palavrão - de terminar rs. Espero que continuem vindo aqui nos meus próximos textos. E obrigada pelo carinho. Beijos.

24 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VIII)

     Pois é, caro leitor. E lá estava Mariana atrás da porta ouvindo e observando tudo. Olhando mais atentamente para seu rosto, pude observar uma lágrima rolando - involuntariamente, provavelmente - pelo canto do olho direito. Eu nunca senti tanto remorso, tanta vontade de sair correndo e pedir desculpas à ela.
     - E como eu terei certeza de que este filho é meu. - disse eu, tentando apagar aquela imagem dela à porta nos observando.
     - DNA meu bem. E aí ficará comprovado que você é o pai e terá que nos sustentar.
     Mas que vaca meu Deus. Eu, sustentando um filho, que nem certeza que é meu eu tenho, e uma vadia de quinta? Mas nem pensar.
     - Se essa criança realmente for minha, com certeza não irei deixar faltar-lhe nada. Mas quanto a você, não verá um centavo meu.
     - Isso é o que veremos. - disse ela, virando as costas e saindo porta afora.
     Quanta reviravolta em tão pouco tempo. Olhei para fora. Não havia sinal de Júlia, nem de Mariana. Resolvi tocar a campainha de seu apartamento, rezando para que estivesse lá. E estava. Me olhou com cara de poucos amigos, mas me deixou entrar.
     - O que você quer?
     - Acho que lhe devo uma explicação sobre o que aconteceu.
     - Não. Não deve. Quem mandou eu me apaixonar por um cafajeste? - essa última parte saiu tão baixa de sua boca, que por pouco não ouço.
     Ela tinha razão, eu era com certeza um cafajeste. E de certo ela já devia ter percebido. Agora, tinha certeza. Mas peraí. Ela disse "apaixonar" ou foi só impressão minha?
     - Apaixonar? Você está apaixonada por mim Mari? Eu ouvi certo?
     - O que? Tá maluco Rodrigo? - disse vermelha, tentando se desvencilhar do assunto.
     - Cara, você não faz ideia do quanto eu fico feliz em saber que você está apaixonada por mim.
     - Eu acho que você precisa ir num Otorrino sabe. Fazer uns exames pra ver se tá ouvindo direito. E porque a exaltação?
     - Porque eu te amo Mariana. Você mexeu com meus sentidos. Você mexeu com minha cabeça. Você mexeu com meu coração.
     Sem ao menos deixá-la responder, beijei-lhe os lábios de uma forma alucinante, querendo que aquele momento se eternizasse. 
     Nada poderia acabar com a magia daquele instante. A não ser ...

20 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VII)

     Ambos tomamos um susto. Quem seria em meio àquela hora da madrugada? - sim, eu ainda acho que sete horas da manhã é madrugada, e daí? Levantei-me, enrolado no lençol e caminhei até a sala. Pensei por alguns segundos antes de atender. Era o porteiro, dizendo que Júlia estava esperando para subir. 
     Para você, meu leitor assíduo, que não sabe quem é Júlia: loira, alta, com um corpão de dar inveja à qualquer mulher. Nós havíamos namorado dos meus 18 aos 19 anos. Terminamos porque eu a havia chifrado. Novidade.
     Cara, que medo de dar a resposta errada e acabar estragando tudo com a Mariana. Acabei dizendo para subir. Precisava colocar um ponto final logo nesta história. Caminhei até o quarto rapidamente e pedi para Mari colocar uma roupa, que uma pessoa estava subindo e que ele precisava conversar à sós.
     Ela somente obedeceu, mas quando abriram a porta da sala, lá estava ela. Com uma criança aninhada em seu peito. Era óbvio que era filho dela. Mas quem seria o pai? Talvez eu? Não, não poderia ser possível. Ou poderia?
     Dei um selinho em Mari e convidei Júlia para entrar. Ela me olhou com uma cara de nojo assim que Mari virou as costas, e esta fez uma cara nada agradável ao ver aquele pedaço de mal caminho esperando para entrar.
     - Você não mudou nada não é Rodrigo? Cafajeste como sempre!
     - Vejo que você continua igual. A mesma cara de puta de antes. E já vi que teve um filho também. Não perdeu tempo né? - dei uma gargalhada.
     - Pois é. E ele é SEU filho!
     É como dizem, quem ri por último ri melhor. Não tive reação alguma, mas quando olhei para a porta, havia alguém observando.


O post tá pequeno porque houveram umas decepções comigo hoje, e a inspiração foi embora. Mas prometo melhorar para o próximo. Obrigada pelas palavras de carinho e pelo apoio de todos e continuem fazendo isso, seus lindos <33.

9 de novembro de 2010

Não vejo porque te escutar




O erro é ter medo de errar, quem é você pra me dizer onde devo pisar.