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5 de junho de 2011

Falta.


Você sabe o que é passar noites em claro porque não tem mais com quem desabafar, depois de um dia de trabalho, de luta?
Você sabe o que é precisar de um ombro, alguém que te ouça por míseros minutos, que te chame de imbecil, que diga depois que tudo vai passar?
Você sabe o que é passar noites em claro chorando, com a garganta presa por tantas coisas que queria falar?
Não.
Você não sabe.
Pois pra você foi fácil me tirar da sua vida.

{Pamela Moreno Santiago}

21 de abril de 2011

Sunshine,


E se eu não conseguir te esquecer?
Vou queimar seu nome em minha garganta,
Eu vou ser o fogo que vai te pegar.
O que há de tão bom em juntar os pedaços?
Nenhuma das cores vai iluminar mais nesse buraco.

Só passei para esclarecer meu desaparecimento repentino. Estou muito, mas muito mesmo sem tempo de postar a continuação do conto. Por isso resolvi abrir mão dele até as férias de julho, quando finalmente terei tempo o suficiente de escrevê-lo bem. Postarei alguns textos mais curtos conforme conseguir escrevê-los. Desculpas e obrigada pelo carinho de todos.

10 de março de 2011

Betrayal, revenge.

Prólogo

Depois com o tempo descobri que o problema era o café. 
Porque café não tem nada a ver com amor.
Café desce rasgando e te deixa ligado. Amor não. 
Amor é tipo leite. 
Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido. 
E longa vida tem conservante.
Uma mentira embalada.
Só parece seguro porque está em uma caixinha.
Depois que abre é igual a qualquer outro.
(Os Funerais do Coelho Branco - Nene Altro)






Início


Olhei-o e seus olhos estavam escuros, quase negros de desejo. Por certo tempo tive medo destes olhos. Procurei em vão não os encarar. Como sempre, ele era mais rápido que eu. Enquanto olhava para os lados em busca de algo que pudesse me distrair, ele chegava mais perto. Cada vez que olhava de relance, ele estava mais próximo. Uma onda de calor, de desejo, de medo me cercava. Até que aconteceu.
Seus braços passaram levemente por minha cintura. Não. Isso não poderia estar acontecendo. Como eu poderia me deixar levar? Uma traição estava prestes à acontecer. Não. Eu tinha pouco tempo para tomar a decisão certa. Não poderia de jeito nenhum ajuda-lo a trair sua namorada. Ela não merecia isso. 
Ou merecia?
Pensando bem, ela merecia sim. Foi ela quem robou meu ex, e quando o teve nas mãos, o descartou. Foi ela quem havia me humilhado milhões de vezes quando era mais nova, gorda e feia. E agora, quem diria. O mundo girou. Talvez rápido demais para que pudesse me acostumar. Mas girou. Girou, a fila andou, a catraca rodou. E quem iria rodar dessa vez seria ela. Estava decidida. Não deixaria esta oportunidade passar em branco.
Resolvi me deixar levar. Olhei para seus olhos negros e ardentes de paixão. É fato que se ele pudesse, me consumiria ali mesmo. Como a mais refinada e pura droga. Toda minha vida eu fui boa, mas agora que saber? Que se dane. Puxei seu corpo para ainda mais perto do meu. Sua boca começava a percorrer meu pescoço. Sua respiração quente e ofegante por baixo da minha. Seus lábios doces como baunilha. Seu hálito parecia-se com o favo da jati. Os meus encontraram com os dele e assim se iniciou o beijo. Suave, puro, com um toque de tesão arrebatador. Não queríamos mais parar. Mas tivemos que fazê-lo.
Um grito agudo, como o de um animal agonizando sua morte. Era ela. Aquela que me fez chorar noites e noites após suas humilhações. Mas hoje foi o dia de minha vitória. Quem havia sido humilhada era ela. Enquanto ela chorava e tentava brigar com ele, eu saia vencedora, sorridente.
Parabéns à mim. Consegui saborear a doce vingança.






Fim

Texto escrito apenas para inspiração da Edição Gênero - Situação, do Projeto Créativité. Para saber mais sobre o Projeto, só deixar um comentário. Participe você também. Obrigada pelo carinho de todos. Pamela.


7 de março de 2011

Mil años con otros mil más son suficientes para amar

- Você nunca sabe como estou me sentindo. E sabe porque? Porque você nunca para, nem ao menos um segundo, para ouvir o que quero dizer.
O homem fingia-se distraído, mas ouvia o que ela dizia. Ao menos dessa vez ele a ouvia. Depois de tantos anos juntos, não poderia ser este o motivo pelo qual eles estavam se separando. Claro que, uma vez ou outra, ele deu mais atenção à televisão, ao jogo de futebol, ao filme pornô. Mas só por causa disso ela estava outra vez discutindo com ele?
- A princípio de conversa, porque você está discutindo comigo? Eu sempre ouvi o que você dizia!
- Ah, ouvia é? Então o que eu disse a noite passada, depois que nós saimos do restaurante?
E pois é. Ele não sabia o que responder. Fez aquela cara que todo homem faz quando está pensando. Mas ele não sabia o que ela havia dito. E sabe porque? Porque ele simplesmente estava olhando pra bunda de uma loira que passava.
- Sabia. Depois eu que estou enganada, não é
E ela começava então a cantarolar a música predileta dela."Quando você estava aqui antes,eu não podia nem te olhar nos olhos.Você é como um anjo, sua pele me faz chorar.Você flutua como uma pena em um mundo bonito. Eu só queria ter sido especial.Você é tão especial.Mas eu sou um verme,sou um esquisitão.Que diabos estou fazendo aqui? Eu não pertenço a este lugar."
E ele, não sei por que cargas d'água, continuou. "Qualquer que te faça feliz. O que você quiser. Você é tão especial. Eu só queria ter sido especial. Mas eu sou um verme, sou um esquisitão.Que diabos estou fazendo aqui? Eu não pertenço a este lugar. Eu não me pertenço."
Eles se amavam. Isso dava para perceber no olhar de um ao outro. Por mais que ele tivesse um milhão de defeitos, ela o amava. Por mais que ela resolvesse brigar por qualquer coisa, ele a amava. A abraçou.
- Com certeza você é meu ponto de paz. Te amo como nunca amei ninguém. Me desculpa?
- Mas é claro meu amor. Eu estou irrevogavelmente e perdidamente apaixonada por você.
E assim, o coração dos dois se tornou mais uma vez só um.
- Vamos para a cama, meu amor?
 Pauta para a 57ª Edição Conto/História do Projeto Bloínquês, cujo tema central é "O homem fingia-se distraído, mas ouvia o que ela dizia. Bar - Ivan Ângelo".



3 de março de 2011

Where do you draw the line?

 Apanhou um pedaço de papel e escreveu rapidamente o nome e o telefone daquele homem com quem estava conversando. Mal se conheciam e algo nele havia despertado repentinamente o interesse de Isabela. Talvez fossem as tatuagens pelo corpo - algo que sempre a atraia -, talvez pelos piercings e pelo alargador, talvez fosse pelo fato dele fumar. E foi a partir de um cigarro que a conversa começou.
 Sabe aquele dia em que nada dá certo e você tem vontade de pular da próxima ponte que encontrar? Pois é. Era assim que Isabela se sentia. Andava por uma rua, pensando em tudo o que havia acontecido durante a manhã, quando encontra um rapaz, muito bonito por sinal, sentado em cima de seu skate e tentando acender um cigarro. Ela se lembrou de que havia prometido para seus pais que pararia de fumar. E daria certo, se naquele momento ela não estivesse a ponto de explodir. Não pensou duas vezes. Parou ao lado do rapaz.
 - Você tem um cigarro sobrando? Tive um dia daqueles e preciso de um para aliviar a pressão.
 Ele não falou nada. Somente colocou as mãos no bolso, puxou o maço e lhe entregou um. Passou o isqueiro. Ela acendeu o cigarro com pressa. 
 Como ele não havia trocado uma palavra sequer com ela, pegou o cigarro e saiu dando suas tragadas lentas, puxando o máximo da fumaça para si. Até que ele resolve dizer algumas palavras.
 - Me encontre depois das linhas do trem. Às seis horas da tarde.
 Não havia entendido direito. Por isso voltou e pediu seu nome e telefone. Ele lhe passou rapidamente, quase atropelando as palavras. Avisou-lhe que ligaria antes para dar-lhe a resposta. Ele somente levantou e saiu andando, a deixando no vácuo novamente.
 Foi para casa. O resto da tarde ocorreu normalmente. O mesmo tédio de sempre. Até que olha no relógio antigo na sala e vê que já são cinco horas . Resolve ligar. Ele atende e diz um alô seco. O medo por dentro a dizia para não ir. Mas a vontade de saber o que ele queria era maior. Disse que iria e desligou, sem ao menos esperar ele responder. 
 Se arrumou. Começava a fazer frio. Partiu até as linhas do trem, e lá estava ele lhe esperando.
 - Eu nunca pensei que estaria nessa distância. Se divirta um pouco e nunca mude, não por ninguém. Eu vendi minha alma para a estrada aberta. - disse quase gritando. 
 Dei um pulo para trás quando vi que um trem se aproximava. Mas ele não fez o mesmo. 

Desculpem-me pela falta de criatividade que me assola, e pelos finais trágicos que ando criando. Só isso ronda minha cabeça ultimamente. E não. Eu não fumo, mesmo colocando sempre em minhas histórias e contos alguém que o faça. Obrigada pelo carinho de vocês *--*. 

26 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte IX- FINAL)

     Haha. Dessa vez não aconteceu nada, leitor. Fiz isso só para atiçar você. Não me julgue de ruim, malvado, ou qualquer outro sinônimo. Preciso dar este pequeno incentivo para que continues lendo-me.
     Ficamos nos beijando. O calor aumentando. As roupas ficando apertadas. Enquanto fazíamos amor, um som vindo de longe dizia "Eu te dei tudo o que eu tinha". E é verdade. Eu havia dado o melhor de mim para Mariana. Meu mais puro amor. Meu mais sincero carinho. Meu mais humilde sorriso. Tudo era para ela. E por ela também.
     Seguimos assim nossas vidas. 
     Até hoje. Dia em que ela foi embora. Tive uma recaída na noite de ontem. Conheci uma loira que mexeu com meus sentidos. Sei que fui burro, galinha, insensível. Não podia ao menos imaginar que ela iria até lá, para tentar reatar nosso namoro depois de uma briguinha boba. A bebida subiu rápido para a cabeça. E aqui estou. Escrevendo este conto, baseado em uma parte da minha vida da qual eu nunca esquecerei. 
     Há uma única saída para tudo isso. Para nunca mais fazê-la sofrer. E espero que você, caro amigo leitor, não me julgue, nem ao menos me chame de idiota. Realmente, é a única opção que tenho agora.
     Em minhas mãos, um copo de vinho. O último que tomarei. 
     Adeus , minha Mariana.


Desculpem a falta de criatividade para o fim. Mas sinceramente, tava foda - desculpem o palavrão - de terminar rs. Espero que continuem vindo aqui nos meus próximos textos. E obrigada pelo carinho. Beijos.

24 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VIII)

     Pois é, caro leitor. E lá estava Mariana atrás da porta ouvindo e observando tudo. Olhando mais atentamente para seu rosto, pude observar uma lágrima rolando - involuntariamente, provavelmente - pelo canto do olho direito. Eu nunca senti tanto remorso, tanta vontade de sair correndo e pedir desculpas à ela.
     - E como eu terei certeza de que este filho é meu. - disse eu, tentando apagar aquela imagem dela à porta nos observando.
     - DNA meu bem. E aí ficará comprovado que você é o pai e terá que nos sustentar.
     Mas que vaca meu Deus. Eu, sustentando um filho, que nem certeza que é meu eu tenho, e uma vadia de quinta? Mas nem pensar.
     - Se essa criança realmente for minha, com certeza não irei deixar faltar-lhe nada. Mas quanto a você, não verá um centavo meu.
     - Isso é o que veremos. - disse ela, virando as costas e saindo porta afora.
     Quanta reviravolta em tão pouco tempo. Olhei para fora. Não havia sinal de Júlia, nem de Mariana. Resolvi tocar a campainha de seu apartamento, rezando para que estivesse lá. E estava. Me olhou com cara de poucos amigos, mas me deixou entrar.
     - O que você quer?
     - Acho que lhe devo uma explicação sobre o que aconteceu.
     - Não. Não deve. Quem mandou eu me apaixonar por um cafajeste? - essa última parte saiu tão baixa de sua boca, que por pouco não ouço.
     Ela tinha razão, eu era com certeza um cafajeste. E de certo ela já devia ter percebido. Agora, tinha certeza. Mas peraí. Ela disse "apaixonar" ou foi só impressão minha?
     - Apaixonar? Você está apaixonada por mim Mari? Eu ouvi certo?
     - O que? Tá maluco Rodrigo? - disse vermelha, tentando se desvencilhar do assunto.
     - Cara, você não faz ideia do quanto eu fico feliz em saber que você está apaixonada por mim.
     - Eu acho que você precisa ir num Otorrino sabe. Fazer uns exames pra ver se tá ouvindo direito. E porque a exaltação?
     - Porque eu te amo Mariana. Você mexeu com meus sentidos. Você mexeu com minha cabeça. Você mexeu com meu coração.
     Sem ao menos deixá-la responder, beijei-lhe os lábios de uma forma alucinante, querendo que aquele momento se eternizasse. 
     Nada poderia acabar com a magia daquele instante. A não ser ...

20 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VII)

     Ambos tomamos um susto. Quem seria em meio àquela hora da madrugada? - sim, eu ainda acho que sete horas da manhã é madrugada, e daí? Levantei-me, enrolado no lençol e caminhei até a sala. Pensei por alguns segundos antes de atender. Era o porteiro, dizendo que Júlia estava esperando para subir. 
     Para você, meu leitor assíduo, que não sabe quem é Júlia: loira, alta, com um corpão de dar inveja à qualquer mulher. Nós havíamos namorado dos meus 18 aos 19 anos. Terminamos porque eu a havia chifrado. Novidade.
     Cara, que medo de dar a resposta errada e acabar estragando tudo com a Mariana. Acabei dizendo para subir. Precisava colocar um ponto final logo nesta história. Caminhei até o quarto rapidamente e pedi para Mari colocar uma roupa, que uma pessoa estava subindo e que ele precisava conversar à sós.
     Ela somente obedeceu, mas quando abriram a porta da sala, lá estava ela. Com uma criança aninhada em seu peito. Era óbvio que era filho dela. Mas quem seria o pai? Talvez eu? Não, não poderia ser possível. Ou poderia?
     Dei um selinho em Mari e convidei Júlia para entrar. Ela me olhou com uma cara de nojo assim que Mari virou as costas, e esta fez uma cara nada agradável ao ver aquele pedaço de mal caminho esperando para entrar.
     - Você não mudou nada não é Rodrigo? Cafajeste como sempre!
     - Vejo que você continua igual. A mesma cara de puta de antes. E já vi que teve um filho também. Não perdeu tempo né? - dei uma gargalhada.
     - Pois é. E ele é SEU filho!
     É como dizem, quem ri por último ri melhor. Não tive reação alguma, mas quando olhei para a porta, havia alguém observando.


O post tá pequeno porque houveram umas decepções comigo hoje, e a inspiração foi embora. Mas prometo melhorar para o próximo. Obrigada pelas palavras de carinho e pelo apoio de todos e continuem fazendo isso, seus lindos <33.

17 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VI)

Para acompanhar as outras partes, clique em: Parte I,Parte IIParte IIIParte IV, Parte V.


     Pude ouvir as vozes ao longe. Parece que o rapaz da balada não estava satisfeito por ter apanhado e por não ter ficado com a Mari. Ela olhou para mim com aquela carinha de "Por favor, não vá lá e comece tudo de novo!" . Resolvi acatar o pedido que seus olhos me faziam. Demos a volta pelo quarteirão até chegar na portaria do prédio. Entramos, subimos. Chegando no quinto andar, ela virou-se e caminhou para a porta de seu apartamento. Como ela podia fazer isso? Será que ela havia se ofendido por causa do beijo?
     - Mariana, onde você vai?
     - Para meu apartamento, oras. - dizia ela, e uma interrogação nascia em sua face.
     - De jeito nenhum, venha para o meu esta noite. Você dorme no quarto e eu na sala. Estou com medo de que esse cara venha atrás de você.
     - Eu estarei bem no meu apartamento, pode dormir sossegado Rodrigo. - disse, virando as costas e abrindo a porta.
     - Tudo bem, mas pode vir para cá a qualquer hora. A porta estará aberta.
     Ela não respondeu. Apenas fechou e trancou a porta na minha cara.
     Fique esperto meu leitor, pois agora começa a reviravolta na história de amor que nascia. Vocês irão se surpreender, creio eu. 
     Tenho um velho costume de dormir apenas com peças íntimas. Não gosto de nada pressionando meu corpo durante o sono. Já passavam das cinco da manhã. Um pesadelo rondava meus sonhos. O rapas da balada vinha e raptava Mariana, levando-a para longe. Eu gritava e gritava, mas ninguém podia ouvir meu apelo. Foi então que uma mão, delicadamente, passou por meus cabelos e sussurrou:
     - Calma, está tudo bem, foi apenas um pesadelo Rodrigo.
     Abri os olhos e lá estava ela. De camisola branca. Linda. Não, perfeita. Parecia um anjo. Um sonho. Só podia ser isso. Esfreguei os olhos, fechei-os. Mas não. Ela não saia de minhas vistas. Não era um sonho, muito menos uma miragem ou ilusão. Ela estava ali mesmo. Sentada em minha cama.
     - Aconteceu alguma coisa Mariana? 
     - Não. É que não conseguia dormir e acabei ouvindo seus gritos, pensei que pudesse ter acontecido algo.
     - Está tudo bem, foi apenas um pesadelo. Se quiser ficar aqui, eu vou para a sala.
     - Não diga besteiras. - e me beijou. 
     O quarto ficou de repente quente demais. Nossos corpos se entrelaçaram por várias vezes. Éramos um só, até o êxtase, o ápice chegar para ambos. Caímos desfalecidos. Nunca pude imaginar este outro lado dela. Nunca havia demonstrado, nem por um segundo, que havia algo tão selvagem por dentro.
     Ela estava aninhada ao meu peito quando o telefone toca. 

6 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte IV)

Para acompanhar as outras edições, clique em Parte IParte II e Parte III.

Caro leitor, acho que vocês me matarão depois de ver a continuação. Provavelmente novamente não é algo que vocês estariam esperando. Mas tenham paciência. Uma hora isso chega.
Ela deixou seu rosto quase colado ao meu. E soltou devagar a fumaça. Fiz o mesmo, olhando fundo em seus olhos. E que olhos. Quando terminou, olhou para a janela e deu uma risada, que misturava a graça do momento, com a vergonha que ela sentiu de se aproximar tanto de mim.
- Sabe. Eu nem sei seu nome ainda.
- Rodrigo, ao seu inteiro dispor. – dei uma baixa gargalhada. Ela também.
- Muitíssimo prazer, meu nome é Mariana. Você trabalha? Estuda? Namora? – essa última pergunta a fez corar as maçãs do rosto. – Desculpe por fazer tantas perguntas, mas é que sou curiosa sobre o desconhecido.
- Trabalho não tão longe daqui, num escritório de um reconhecido jornal da cidade. Não estudo, embora tenha vontade de cursar alguma faculdade. E não. Não namoro. E você?
- Trabalho num editorial de moda. Faço faculdade de jornalismo. E também não namoro.
Senti certo ar de alívio no tom de voz dela depois que disse que estava solteiro. Coitada. Se ela soubesse meu como meu verdadeiro eu é. Ou era, pois desde aquele fim de tarde ele misteriosamente sumiu, sem deixar rastros.
- Então creio que você seja maior de idade. Estou certo?
- Sim. Vinte anos. E você?
- O mesmo. Eu vou para a inauguração de uma balada não muito longe daqui. Quer vir comigo?
- Tudo bem. – Sim, ela aceitou sair comigo, mesmo tendo me conhecido a pouco mais de uns minutos que nem chegavam à uma hora. – Que horas preciso estar pronta?
- Às vinte e duas horas. Tudo bem para você?
- Claro. Estarei lhe esperando na porta de seu apartamento.
E assim sai de lá, cheio de esperanças. Peraí Rodrigo. Esperanças de que? Ah meu amado leitor, em breve você descobrirá. Olhei para o relógio cuco na sala. Apontavam vinte e uma horas. Fui para o banho. Liguei o chuveiro e deixei a água percorrer primeiramente meu corpo totalmente nu para depois começar a me ensaboar. Ao sair do banho, me encaminho para o quarto, com a toalha enrolada pelo corpo. Busquei a melhor roupa que ainda não estava suja. Consegui camiseta branca, e uma calça jeans parecida com skinny que havia sido presente de uma ex. Calcei os tênis novos que havia comprado não faziam nem vinte dias. Passei meu mais cheiroso perfume. Olhei para o celular. Quase vinte e duas horas. Caminhei ate a porta de entrada, olho pelo olho mágico. E lá estava ela. Deslumbrante como sempre. Bem casual, com uma camisa xadrez, calça skinny e tênis All Star.
Abri a porta, não fazendo barulho o suficiente que a espantasse ou assustasse. Ela se virou e me olhou nos olhos. Depois, passou os passou rápido por meu corpo.
- Como você está bonito. – disse chegando perto. – E cheiroso também.
- Digo o mesmo. – estava o suficiente extasiado para não conseguir arranjar algo melhor para dizer. – Vamos? Senão iremos nos atrasar.
- Sim. No meu ou no seu carro? – se não estivesse sem meu lado cafajeste por perto, eu levaria essa pergunta para outros campos.
- No meu.
E assim partimos para a tal casa noturna Vegas. Como previmos, iria lotar. A fila estava quilométrica. Achei um amigo lá pela metade. E fomos até lá. Os apresentei e ficamos conversando. A fila andou com certa tranqüilidade. Antes, contudo, deveríamos escolher uma das três cores de pulseiras. Vermelha, comprometido. Amarela, comprometido, mas pode chegar. Verde, pode vir quente que eu estou fervendo. Marina foi à frente e escolheu a vermelha. Virou e deu uma piscadela. Fiz o mesmo. Não me perguntem o porquê, mas aquela piscada tinha segundas intenções, senão ela não o teria feito.
- Sabe por que eu escolhi a vermelha? Pois gosto de selecionar bem antes de ficar com alguém.
- Pois é. Eu também. Mas já estou de olho em uma há algum tempo.
- Mas já? Que rápido que você é, mal entramos aqui. – ela fez uma carinha de quem não havia gostado. – Vamos pegar uma bebida?
- Claro.
Fomos até o bar. No caminho, um homem veio e a puxou pelo braço. Não pude conter a raiva e a fúria de ver aquilo. 

Desculpem –me novamente pela falta de tempo para postar a continuação. Espero realmente que estejam gostando e aceito sugestões para os próximos capítulos. Afinal, não se sabe se essa onda boa de inspiração permanecerá muito tempo. Este capítulo está maior e com mais conteúdo e detalhes que o anterior. Quero que todos leiam até o final, pois vale a pena. Obrigada pelo carinho. Beijos, Pamela.

16 de janeiro de 2011

O segredo de Elizabeth

Noite do dia quatro de janeiro de 1943. Era inverno. O frio tomava a cidade de Vladivostok, na Rússia, um lindo cenário para os românticos. Muitos casais das classes de prestígio de localidades próximas iam para a praça central. No coreto, na Rua de Kendall, alguns jovens aspirantes à artistas tocavam seus violinos e violoncelos. Músicas calmas, clássicas, o que tornava aquilo cada vez mais perfeito.
Não muito longe dali, na Rua Homestead, 3 homens e uma moça discutiam, exaltados.
- Vocês nunca encontrarão a arca com as almas da 1ª guerra que foram capturadas. – dizia a moça, com certo ar de desespero em sua voz. Talvez com medo do que viria adiante. – Eu disse que nunca irão encontrar.
E nunca a encontrariam, pois estava enterrada bem fundo. Em um lugar que eles nem imaginariam.
Elizabeth vinha da alta sociedade, da família Lauderdale. Seu pai, Fourmi esteve presente no dia em que as almas andarilhas dos mortos nos combates da 1ª Grande Guerra Mundial foram finalmente aprisionadas, para que toda a onda de mal passasse. Esse era um dos segredos de família, daqueles que só poderiam ter sido revelados minutos antes da morte de Fourmi.
- Minha linda filha Elizabeth, preciso lhe contar algo e o faço agora pois tenho medo que morra e leve este segredo comigo. – dizia Fourmi em seu leito de morte.
E foi assim que toda a história foi passada para Elizabeth. Ela prometeu, como um último pedido de seu pai, que não importava o que acontecesse, ela defenderia a arca das almas com unhas e dentes. E se preciso, com sua própria vida.
Já era manhã do dia 5 de janeiro, e os primeiros raios do outono entravam aos poucos na cidade, deserta por ser muito cedo ainda. Elizabeth completaria seus preciosos 20 anos neste dia da nova estação que nascia juntamente com ela outra vez.
Infelizmente não era isso o que se via na Rua Homestead. Elizabeth estava caída. Desmaiada? Não. Morta. Ela havia cumprido a promessa do pai. Defendeu a arca com sua própria vida.
Os três homens que estavam com ela? Procuraram em vão o que desejavam. E nunca a encontrariam, pois estava enterrada bem fundo. No coração dos que já haviam morrido, protegendo-a.


Texto escrito especialmente para a 50ª Edição Conto/ História do Projeto Bloínquês. 

31 de dezembro de 2010

Cuidado, leitor, ao voltar esta página!

"Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. [...]
Ficarás tão adiantado agora, meu leitor, como se não lesses essas páginas, destinadas a não serem lidas. Deus me perdoe! assim é tudo! ... até prefácios!"


Álvares de Azevedo

31 de Dezembro de 2010. 

Último dia do ano. Hora de sentar, jogar as cartas na mesa e descobrir o futuro. Hora de fazer seus pedidos à Iemanjá, e a quem mais tu acredites. Também é hora de colocar na balança todos os feitos, todas as ações, todas as conquistas, e também as derrotas. Todos os amores platônicos, os beijos roubados numa noite fria de inverno, os "foras", dados e recebidos. As aulas vagas, as cabuladas. As amizades verdadeiras. Tudo o que aconteceu na tua vida neste ano faz uma enorme diferença para o ano que virá.
E só para constar, uma pequena lista do que aconteceu ao longo desses 12 meses na minha vida: 

- Janeiro: 2ª Fase da Fuvest e mais uma decepção. Último mês com ele. Amores platônicos: 1; Ilusões: 0.
- Fevereiro: Prova na FMU, matrícula e brigas. Carnaval, "Eu estou com outra". Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
- Março: Começam de vez as aulas da facul e eu tava amando. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Abril: Trabalhos + trabalhos. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Maio: Trabalhos e revisões para as provas. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Junho: Provas D:, exame e vexame. rs. Dia 2 foi o 1º dia como professora de espanhol do Ensino Fundamental I. *-*. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Julho: Férias (de tudo). E os melhores roles culturais. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Agosto: Volta às aulas. Amores platônicos: 2; Ilusões: 2.
- Setembro: Nada de importante. Amores platônicos: 0; Ilusões: 0.
- Outubro: Nada de importante ². Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
- Novembro: Preparação para as provas e brigas na aula de Psicologia. Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.
-Dezembro: Provas ², exame ² e vexame ². Amores platônicos: 1; Ilusões: 1.


Meu ano foi um tédio total como deu pra ver. Contabilizando: 


- Cerca de: 14 provas; 6 amores platônicos, 6 dias diferentes, 6 beijos provados, 6 beijos roubados, 6 carinhos compartilhados e 6 foras levados rs; 2 amizades verdadeiras consolidadas e outras 2  que surgiram.


Foi um ano normal. Mas melhor que todos os outros. E de certo, INESQUECÍVEL.


Beijos e até o ano que vem!




Ps: confiram as novidades que estão por vir aqui Novidades 2011

9 de novembro de 2010

Não vejo porque te escutar




O erro é ter medo de errar, quem é você pra me dizer onde devo pisar.