Prólogo
Depois com o tempo descobri que o problema era o café.
Porque café não tem nada a ver com amor.
Café desce rasgando e te deixa ligado. Amor não.
Amor é tipo leite.
Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido.
E longa vida tem conservante.
Uma mentira embalada.
Só parece seguro porque está em uma caixinha.
Depois que abre é igual a qualquer outro.
(Os Funerais do Coelho Branco - Nene Altro)
Início
Olhei-o e seus olhos estavam escuros, quase negros de desejo. Por certo tempo tive medo destes olhos. Procurei em vão não os encarar. Como sempre, ele era mais rápido que eu. Enquanto olhava para os lados em busca de algo que pudesse me distrair, ele chegava mais perto. Cada vez que olhava de relance, ele estava mais próximo. Uma onda de calor, de desejo, de medo me cercava. Até que aconteceu.
Seus braços passaram levemente por minha cintura. Não. Isso não poderia estar acontecendo. Como eu poderia me deixar levar? Uma traição estava prestes à acontecer. Não. Eu tinha pouco tempo para tomar a decisão certa. Não poderia de jeito nenhum ajuda-lo a trair sua namorada. Ela não merecia isso.
Ou merecia?
Pensando bem, ela merecia sim. Foi ela quem robou meu ex, e quando o teve nas mãos, o descartou. Foi ela quem havia me humilhado milhões de vezes quando era mais nova, gorda e feia. E agora, quem diria. O mundo girou. Talvez rápido demais para que pudesse me acostumar. Mas girou. Girou, a fila andou, a catraca rodou. E quem iria rodar dessa vez seria ela. Estava decidida. Não deixaria esta oportunidade passar em branco.
Resolvi me deixar levar. Olhei para seus olhos negros e ardentes de paixão. É fato que se ele pudesse, me consumiria ali mesmo. Como a mais refinada e pura droga. Toda minha vida eu fui boa, mas agora que saber? Que se dane. Puxei seu corpo para ainda mais perto do meu. Sua boca começava a percorrer meu pescoço. Sua respiração quente e ofegante por baixo da minha. Seus lábios doces como baunilha. Seu hálito parecia-se com o favo da jati. Os meus encontraram com os dele e assim se iniciou o beijo. Suave, puro, com um toque de tesão arrebatador. Não queríamos mais parar. Mas tivemos que fazê-lo.
Um grito agudo, como o de um animal agonizando sua morte. Era ela. Aquela que me fez chorar noites e noites após suas humilhações. Mas hoje foi o dia de minha vitória. Quem havia sido humilhada era ela. Enquanto ela chorava e tentava brigar com ele, eu saia vencedora, sorridente.
Parabéns à mim. Consegui saborear a doce vingança.
Pensando bem, ela merecia sim. Foi ela quem robou meu ex, e quando o teve nas mãos, o descartou. Foi ela quem havia me humilhado milhões de vezes quando era mais nova, gorda e feia. E agora, quem diria. O mundo girou. Talvez rápido demais para que pudesse me acostumar. Mas girou. Girou, a fila andou, a catraca rodou. E quem iria rodar dessa vez seria ela. Estava decidida. Não deixaria esta oportunidade passar em branco.
Resolvi me deixar levar. Olhei para seus olhos negros e ardentes de paixão. É fato que se ele pudesse, me consumiria ali mesmo. Como a mais refinada e pura droga. Toda minha vida eu fui boa, mas agora que saber? Que se dane. Puxei seu corpo para ainda mais perto do meu. Sua boca começava a percorrer meu pescoço. Sua respiração quente e ofegante por baixo da minha. Seus lábios doces como baunilha. Seu hálito parecia-se com o favo da jati. Os meus encontraram com os dele e assim se iniciou o beijo. Suave, puro, com um toque de tesão arrebatador. Não queríamos mais parar. Mas tivemos que fazê-lo.
Um grito agudo, como o de um animal agonizando sua morte. Era ela. Aquela que me fez chorar noites e noites após suas humilhações. Mas hoje foi o dia de minha vitória. Quem havia sido humilhada era ela. Enquanto ela chorava e tentava brigar com ele, eu saia vencedora, sorridente.
Parabéns à mim. Consegui saborear a doce vingança.
Fim
Texto escrito apenas para inspiração da Edição Gênero - Situação, do Projeto Créativité. Para saber mais sobre o Projeto, só deixar um comentário. Participe você também. Obrigada pelo carinho de todos. Pamela.










