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26 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte IX- FINAL)

     Haha. Dessa vez não aconteceu nada, leitor. Fiz isso só para atiçar você. Não me julgue de ruim, malvado, ou qualquer outro sinônimo. Preciso dar este pequeno incentivo para que continues lendo-me.
     Ficamos nos beijando. O calor aumentando. As roupas ficando apertadas. Enquanto fazíamos amor, um som vindo de longe dizia "Eu te dei tudo o que eu tinha". E é verdade. Eu havia dado o melhor de mim para Mariana. Meu mais puro amor. Meu mais sincero carinho. Meu mais humilde sorriso. Tudo era para ela. E por ela também.
     Seguimos assim nossas vidas. 
     Até hoje. Dia em que ela foi embora. Tive uma recaída na noite de ontem. Conheci uma loira que mexeu com meus sentidos. Sei que fui burro, galinha, insensível. Não podia ao menos imaginar que ela iria até lá, para tentar reatar nosso namoro depois de uma briguinha boba. A bebida subiu rápido para a cabeça. E aqui estou. Escrevendo este conto, baseado em uma parte da minha vida da qual eu nunca esquecerei. 
     Há uma única saída para tudo isso. Para nunca mais fazê-la sofrer. E espero que você, caro amigo leitor, não me julgue, nem ao menos me chame de idiota. Realmente, é a única opção que tenho agora.
     Em minhas mãos, um copo de vinho. O último que tomarei. 
     Adeus , minha Mariana.


Desculpem a falta de criatividade para o fim. Mas sinceramente, tava foda - desculpem o palavrão - de terminar rs. Espero que continuem vindo aqui nos meus próximos textos. E obrigada pelo carinho. Beijos.

24 de fevereiro de 2011

Hey darling, I hope you're good tonight (parte VIII)

     Pois é, caro leitor. E lá estava Mariana atrás da porta ouvindo e observando tudo. Olhando mais atentamente para seu rosto, pude observar uma lágrima rolando - involuntariamente, provavelmente - pelo canto do olho direito. Eu nunca senti tanto remorso, tanta vontade de sair correndo e pedir desculpas à ela.
     - E como eu terei certeza de que este filho é meu. - disse eu, tentando apagar aquela imagem dela à porta nos observando.
     - DNA meu bem. E aí ficará comprovado que você é o pai e terá que nos sustentar.
     Mas que vaca meu Deus. Eu, sustentando um filho, que nem certeza que é meu eu tenho, e uma vadia de quinta? Mas nem pensar.
     - Se essa criança realmente for minha, com certeza não irei deixar faltar-lhe nada. Mas quanto a você, não verá um centavo meu.
     - Isso é o que veremos. - disse ela, virando as costas e saindo porta afora.
     Quanta reviravolta em tão pouco tempo. Olhei para fora. Não havia sinal de Júlia, nem de Mariana. Resolvi tocar a campainha de seu apartamento, rezando para que estivesse lá. E estava. Me olhou com cara de poucos amigos, mas me deixou entrar.
     - O que você quer?
     - Acho que lhe devo uma explicação sobre o que aconteceu.
     - Não. Não deve. Quem mandou eu me apaixonar por um cafajeste? - essa última parte saiu tão baixa de sua boca, que por pouco não ouço.
     Ela tinha razão, eu era com certeza um cafajeste. E de certo ela já devia ter percebido. Agora, tinha certeza. Mas peraí. Ela disse "apaixonar" ou foi só impressão minha?
     - Apaixonar? Você está apaixonada por mim Mari? Eu ouvi certo?
     - O que? Tá maluco Rodrigo? - disse vermelha, tentando se desvencilhar do assunto.
     - Cara, você não faz ideia do quanto eu fico feliz em saber que você está apaixonada por mim.
     - Eu acho que você precisa ir num Otorrino sabe. Fazer uns exames pra ver se tá ouvindo direito. E porque a exaltação?
     - Porque eu te amo Mariana. Você mexeu com meus sentidos. Você mexeu com minha cabeça. Você mexeu com meu coração.
     Sem ao menos deixá-la responder, beijei-lhe os lábios de uma forma alucinante, querendo que aquele momento se eternizasse. 
     Nada poderia acabar com a magia daquele instante. A não ser ...